Suspeito de aplicar golpes em venda de passeios turísticos em Ponta Negra é preso em flagrante
07/08/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de aplicar golpes em venda de passeios em Ponta Negra foi preso
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (6), um homem suspeito de aplicar golpes na venda de passeios turísticos no bairro de Ponta Negra, em Natal. O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi apontado por pelo menos sete vítimas pelo golpe.
Segundo a polícia, o suspeito já era investigado por crimes semelhantes desde 2024. A polícia informou que tinha registro de pelo menos 15 boletins de ocorrência do caso, mas que ele admitiu na delegacia mais de 40 golpes.
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A prisão ocorreu após três jovens turistas de São Paulo contratarem os passeios, pagarem o valor combinado e não receberem os serviços de forma integral. Os valores também não foram ressarcidos.
Suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Civil
Reprodução
Juntas, as jovens pagaram R$ 1.470 por um serviço de transporte, além de passeios em Genipabu, Pipa e nos Parrachos de Rio do Fogo.
Ele recebeu 50% do valor inicialmente e, após fazer o serviço de transporte, cobrou o restante do valor, que foi pago. Depois disso, ele não cumpriu com nenhum outro serviço.
As jovens procuraram a delegacia e, sem a devolução do dinheiro constatada pela polícia, o homem acabou preso em flagrante em uma pousada em Ponta Negra.
Como era aplicado o golpe
As investigações indicaram que ele oferecia passeios por preços atrativos, muitas vezes utilizando indevidamente o nome de empresas do setor turístico para conquistar a confiança dos clientes.
Após receber os pagamentos, o suspeito realizava apenas parte dos serviços ou deixava de executá-los integralmente. Ele se comprometia a restituir os valores pagos, o que não ocorria.
"Ele exigia um pagamento antecipado de 50%, aí organizava diversos passeios. Após, geralmente, o primeiro passeio, já com a confiança da vítima, ele exigia os outros 50%", explicou a delegada Danielle Filgueira, da Delegacia de Defesa ao Meio Ambiente e Assistência ao Turista) (Dematur).
"Ele recebia o valor integral desses passeios já com o dolo de não cumpri-los, razão pela qual aí a gente vê bem caracterizado o delito de estelionato. Porque, ao exigir esse dinheiro da vítima, ele já sabia, ele já tinha a intenção de não cumprir esses outros passeios", completou.
Prática reiterada
Para a polícia, os casos analisados indicaram uma conduta reiterada. Só neste ano, a polícia identificou casos registrados nos meses de fevereiro, março, abril e maio contra vítimas diferentes.
A delegada Danielle Filgueira explicou que o criminoso usava ainda o nome de empresas consagradas de turismo com as quais ele não tinha nenhum vínculo. A intenção era dar credibilidade ao serviço oferecido.
"Ele vinha se passando por agente de determinadas empresas aqui do estado, empresas sérias. Ele vendia esses passeios a esses turistas que, acreditando, procuravam em redes sociais a reputação da empresa. Só que ele não é funcionário de nenhuma empresa", explicou.
"Ele já vinha sendo investigado pela equipe da Dematur ele nos confessa que já tinha feito mais de 40 vítimas", completou.